E é no silêncio que me expresso, no vazio da minha alma que me
escondo e me encontro. O meu problema é esse, eu! Seria tão mais facil
se eu pudesse apenas jogar fora essa minha parte melancólica e tão
escura que as vezes me assombra. São tantas contradições, tantas
vontades, tantas angústias, tantos sonhos, tantas magoas… É coisa demais
aqui dentro, é mais do que eu posso aguentar, e então eu explodo, mas
em lágrimas. E explodo sozinha, sem deixar que ninguem veja minha dor,
sem deixar que ninguém compartilhe dela. Por vezes pensei em correr e me
atirar num abraço amigo e tentar verbalizar aquilo que meu coração não
deixa ninguém saber por completo, mas sempre fui do tipo que prefere se
isolar do que incomodar alguém. A única coisa que tenho são essas
palavras jogadas sem ao menos pensar, palavras que muitas vezes não
fazem nenhum sentido, mas é exatamente nessa confusão que me acho. Essa
sou eu, sou como minhas palavras, uma bagunça, desajeitada e sem sentido
algum. (Malena Costa)
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